A implantação da Sala de Recursos Multifuncionais - SRM na EBM Paulo Freire ocorreu em 2008, sendo que em 2007, ano da implantação do Atendimento Educacional Especializado – AEE na Rede Municipal de Ensino de Chapecó, já havia uma extensão da SRM da EBM Rui Barbosa na escola.
A implantação aconteceu em um momento ímpar da história, onde houve uma grande demanda de educandos vindos das instituições paralelas ao ensino regular. Ou seja, a inclusão escolar chegou tardia para estes educandos, que viram na Educação de Jovens e Adultos a possibilidade de iniciar ou mesmo continuar o processo de escolarização. Destaca-se que neste período chegamos a ter dois profissionais atuando na SRM, pois a demanda era considerável.
Neste ano de 2012, a Sala de Recursos Multifuncionais iniciou o ano letivo atendendo 14 educandos com deficiências, entre eles educandos com surdez, deficiência intelectual e múltipla. Vale salientar, que por se tratar de um ensino diferenciado, apenas 4 turmas: FASE I e II (anos iniciais do ensino fundamental) e Fase VI (8ª série), estudam de forma presencial, os demais estudam na modalidade de Ensino à Distancia - EAD, onde o educando cursa uma ou duas disciplinas em caráter semipresencial e eliminatório, vindo duas vezes por semana à escola. Isto gera uma movimentação dos educandos durante o ano letivo, tanto em relação aos horários, como em relação à entrada e saída destes educandos.
A Sala de Recursos oferece o AEE no contraturno escolar, o que em nossa realidade, não significa exatamente vir no turno contrário. Ou seja, se o educando frequenta o Ensino à Distância nas terças e quintas feiras no período da manhã, poderá participar do Atendimento na quarta feira de manhã, por exemplo, sem que isso cause choque de horário para o mesmo. Este ajuste torna-se extremamente necessário, levando-se em consideração que muitos de nossos educandos são jovens e adultos inseridos no mercado de trabalho.
A inclusão é um desafio assumido por todos os membros do coletivo escolar. É comum, deparar-se com paradigmas, que nos desafiam para a inserção de uma prática educativa que contemple a diversidade, garanta melhoria no atendimento e qualidade na educação oferecida, seja ela oferecida ao educando com ou sem deficiência. Ainda, considera-se que o papel da escola e a postura do professor, sejam elementos fundamentais para aprimorar a prática pedagógica, valorizando as diferenças dos educandos, bem como respeitando suas especificidades.
É através de políticas públicas e inclusivas do Ministério da Educação e Cultura (MEC), que todo este processo tem se construído, que na condição de órgão oficial e responsável pelo credenciamento, tem autorizado e renovado atos de inclusão, como também criado leis, portarias e pareceres para efetivar a prática educativa para pessoas com deficiência, atendendo e cumprindo com o que determina o processo de inclusão mediante o atendimento dos aspectos fundamentais.
Para maiores informações sobre a Sala de Recursos, o Atendimento Educacional Especializado ou mesmo sobre a Política de educação Especial inclusiva acesse:

Nenhum comentário:
Postar um comentário